segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

BLOQUEIO



...Naquele dia
Foi um bloqueio tão perfeito
Que deixou-me uma estranha impressão:
Tenho poderes que desconheço.

Iduarth

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Quando te leio...


Choro quando te leio
E me pergunto:
O que seria de mim
Não assumir a pieguice
De uma lágrima sem motivos para você...
Que nem me conhece!!

Não fosse ver com o coração
Na tristeza e aflição
O que está fora, lá no jardim...
Pouco ou nada aconteceria
  Pra lembrar dentro de mim.

Iduarth

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O caminho...





No caminho da felicidade
Eu me perco...
E nesse mesmo caminho
Eu me busco e me encontro

Como se fosse a primeira vez... 

 Iduarth 


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

JOGANDO LUAR - Paulo Caldas


JOGANDO LUAR

Estava eu num fim de tarde
Sorvendo aos poucos uma tristeza nua

Olhei pro céu
E deus me chamou pra jogar chimbra...

Sorri meio sem jeito,
Sem muito crer que aquilo
Fosse aliviar meu peito.

Dei de ombros, um pequeno muxoxo,
Casei duas luzes de rua...
Deus todo jeitoso
Casou, pra jogar comigo, a lua...

Teco pra lá, teco pra cá
“rata” daqui, acerta de lá...
Deus não me deixou ganhar
Ganhou minhas duas luzes
E a noite escureceu

Mas aí eu vi que choveu
Choveu estrelas sem fim
E eu vi deus a sorrir
Mandando todo o céu
Pra cima de mim...

Paulo Caldas
Dezembro 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ninguem Sabe...

 

Ninguém sabe a dimensão
Do meu entendimento
Nem do sentimento...

Nem da alegria sem motivos

Nem do pensamento
Ou do amor inesquecível...
Dos afetos correspondidos
Nem das lágrimas de sofrimentos

Ninguém sabe
Das tristezas descabidas
Dos esquecimentos
Da euforia sem tempo
Da agonia das horas
Das indiferenças...

Então. eu danço e canto
Sorrio e choro
Só pra mim e por mim
Se preciso for
Através dos tempos...

Cada acontecimento
No seu devido momento

Simples e complicado, assim...

Irene Duarte Iduarth



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

ALERGIA



Alergia

Saudades de mim
Que fui...
E sendo
Não voltei
Nem fiquei
Evaporei
Com sabor e cheiro
De frutos do mar
Proibidos
Ao meu paladar.

Iduarth


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Ler poesia é útil para o cérebro...



Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas


Ler autores clássicos, como Shakespeare, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool publicado nesta terça-feira (15).
Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a "linguagem coloquial".

Reprodução
O poeta Thomas Stearns Eliot
O poeta Thomas Stearns Eliot
Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico "Daily Telegraph", mostram que a atividade do cérebro "dispara" quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.
Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.
Os especialistas descobriram que a poesia "é mais útil que os livros de autoajuda", já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.
"A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças", explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.
Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens. 

FOLHA DE SÃO PAULO

 15/01/2013 - 11h46